quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ser esperto te faz mau? - Inversão de valores #05; Origem das coisas #02

       Provavelmente o texto de hoje será menor que o de costume, mas sempre que eu penso que será um texto pequeno surgem brainstorms e eu acabo falando muitas coisas fora do assunto e referências a tópicos que eu acho que só eu conheço. Como por exemplo a cantárida ou o proteus. Ainda faço um texto sobre o proteus. Outra coisa, comecei a tomar meus remedinhos e com isso as vozes se calaram, o que significa nada mais de textos coloridos. Meus textos estavam tão coloridos que queriam pôr um deles como capa do CD do Restart, true story. Se sentirem muita falta das vozes depreciativas, jocosas e estúpidas, é só escrever um comentário que eu paro de tomar meus remédios.
       E depois desse parágrafo que está ajudando o meu texto a ficar "não tão curto quanto eu esperava", vamos começar com o tema do texto. E se fugir do tema, você zera a redação. Ou seja, um milagre eu ter passado no vestibular. 
       Tudo começou quando estava escrevendo o texto passado. Estava escrevendo sobre um dos superpoderes clássicos, ser inteligente pra caralho. E notei uma coisa, não existem muitos heróis superinteligentes, a maioria dos espertalhões são os gênios do mal. Sério, é muito fácil fazer um supervilão inteligente: membros finos, cabeça grande, e de alguma forma feio/deformado, pronto, se você criar um personagem assim qualquer criança de 5 anos irá dizer que se trata de um gênio do mal e não do Stephen Hawking. Caralho, acabo de garantir minha vaga no inferno. Se você riu, acabou de garantir a a sua também.
       E uma outra coisa que eu notei ao escrever o texto passado e essa é menos óbvia. Quem cria e desenha esses supervilões de alto Q.I.? Nerds, sim, nerds é claro que são os nerds. Por que esses sujeitos de traquejo social prejudicado e  má alimentação, que só têm os seus dons de estudo e video-games acabam por criar personagens que se parecem com eles, só que os retratando como pessoas más? Por deus, se os nerds fossem mais condizentes, os heróis iriam resolver seus problemas na sagacidade pura enquanto os vilões, apesar de serem fortes e terem feito bulling na escola com os heróis, iriam sempre ficar com cara de tacho, já que seriam enganados pelos mais espertos.
       Meu amigo tem um discurso que pode ajudar a explicar. Quem é mais legal: o Superman ou o Lex Luthor? Vejamos o Superman, ele é um alienigena que veio pra Terra e aqui é fodão, pode fazer quase tudo e é bem quisto por todos apesar de usar a cueca em cima da calça. Já Lex é um ser humano comum, comum não, ele é esperto, muito esperto. Graças a sua inteligência conseguiu subir na vida, criar um império tecnológico e peitar o homem-de-aço à altura, e apesar de ser careca e xenofóbico o que faz dele um dos poucos skinheads dos quadrinhos, ele é basicamente a história do cara que não tinha nada e conseguiu as coisas por esforço próprio.
       Dessa forma os nerds criam um personagem do mal só que muito mais carismático deixando ele inteligente, talvez como uma forma de se retratarem, eles criam um cara foda, mas que no final vai beijar a lona por conta de um filho da puta qualquer. OS VILÕES SÃO OS NERDS. Menos os do Batman, vilões do Batman são simplesmente doidos de pedra que acham que o mundo é um episódio do Looney Toons, no caso do Batman... blá blá blá Whiscas sachê, cuecas, lucro. Estou fugindo do tema, vou tirar zero.
       Mas teria isso algum outro fundamento? Alguma coisa que não fosse um bando de nerds frustrados que querem mostrar quão ruim era a sua vida no colégio? Parece que sim... Pois uma pesquisa, que eu perdi o link, mostrou que as pessoas ditas mais inteligentes são mais propensas a trapacear em determinado teste. Acontece que devido a sua maior criatividade, elas conseguiam ver as coisas de maneira diferente e já viam falhas no sistema, oportunidades que ninguém nunca aproveitou ou uma forma mais sutil de tirar vantagem.
       Um bom exemplo disso foi o primeiro hacker a causar danos físicos em pessoas. O cara invadiu o site do Instituto Nacional de Epilepsia dos EUA e postou em seu lugar várias imagens em flash de luzes estroboscópicas, uma das coisas que induz a um ataque epiléptico. O site estava lá há anos e com o mesmo grau de segurança, ninguém nunca tinha pensado nessa idéia até esse "gênio do mal" atacar.
       Outro exemplo, esse mais grave e fodástico foi o famoso Unabomber. Unabomber é quase que a versão real de Tyler Durden e duvido que exista alguém que chegou mais perto de ser Tyler do que ele, só que para nossa pena ele era um nerd e não um cara suado que fica brigando com outros caras suados em clubes só de homens sem camisas e sem sapatos em porões deixados de lado.Caramba esse filme ficou gay agora. Theodore Kaczynski era um matemático de certa estirpe e trabalhava para a sua universidade, um belo dia ele surtou. Surtou feio, não sei se explodiram o apartamento dele, ou algo do tipo, o fato é que ele pirou. Começou a ver o mundo como é hoje como algo fadado ao desastre, culpava os "arquitetos da nova ordem mundial" pessoas como ele costumava ser, cientistas, geneticistas, etc... E por eles serem culpados de fazer o mundo entrar numa decadência começoua mandar bombas pelo correio para esses caras acabou por mandar 16 bombas e matou 3 pessoas. A mídia estava adorando e a comunidade científica com medo, acabou por fazer o New York Times e o Washington Post publicar o seu manifesto. O cara se enfurnou numa cabana nas montanhas e de lá fazia e mandava as bombas e continuaria mandando, já que não foi uma investigação do FBI que o achou e sim uma dica de seu cunhado. CUNHADOS FILHOS DA PUTA.
       E vamos encerrar o post de hoje com uma frase do grande Unabomber então: "O grande problema é que as pessoas não acreditam que uma revolução é possivel, e ela não é possível porque as pessoas não acreditam nela."

4 comentários:

  1. Ficou bem melhor sem as milhares de frases coloridas. Não que antes estivesse ruim, obviamente.

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  2. Então melhor continuar a tomar os remédios!

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  3. Prefiro os textos quando você não toma o remédio

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  4. tama: o agente do caus.

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